Um problema de língua.

Lendo Vilém Flusser, “Língua e Realidade”, me deparo com o seguinte trecho escrito no prefácio por Gustavo Bernardo:

“…a primeira motivação do seu livro havia sido responder ao desafio que lhe fora lançado pela língua portuguesa, entendendo que a literatura brasileira de filosofia seria uma literatura alienada de sua própria língua. Do seu ponto de vista de imigrante, tratava-se de uma literatura de erudição que parasitava obras inglesas, alemãs e francesas. Para se contrapor, tomou a língua portuguesa como personalidade autêntica, sujeitando-se aos seus mandamentos e tentando formular pensamentos por ela ditados.”

BERNARDO, Gustavo. Prefácio. In: FLUSSER, Vilém. Língua e realidade. 2ª ed. São Paulo: Annablume, 2004. p. 13-14.

A partir de tal declaração e voltando à idéia de exploração dos programas usados (e, por isso, não usar fotografias ou vídeos da pesquisa aqui, com possíveis e pertinentes exceções), senti-me provocado a ficar mais atento à língua usada. Talvez eu esteja me rendendo à sua escravidão. Isso é um blog de escritos e talvez eu não esteja suficientemente atento ao uso da língua nesses escritos.

Ai, minha Língua Portuguesa!

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