Posts Tagged ‘Peirce’

Férias de escrita.

agosto 19, 2010

Depois dessa série de vídeos:

O 7 é especial (mas ver todos é fundamental):

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The Uncertainty.

janeiro 10, 2010

Decidi dar mais um passo em relação às questões linguísticas. A partir da criação de um blog que deverá ser escrito na língua inglesa, espero experimentar outra realidade (pra falar como Vilém Flusser), que de forma alguma pretende ser uma “versão em inglês” de A Incerteza.

Apesar do nome The Uncertainty ser sim uma tradução, é justamente a idéia de tradução que quero problematizar com isso. Esqueçamos tradução como correspondência, em prol do entendimento de aproximação. Em “Língua e realidade” (1963) Flusser apresenta uma argumentação muito bem fundamentada para esse tipo de pensamento, e isso também pode ser visto na semiótica de Charles Sanders Peirce, ou até mesmo na física estatística de Ilya Prigogine.

Levantar mais questões de língua, linguagem, entendimento de mundo e a dança no meio disso tudo: é essa a pretensão do blog The Uncertainty.

Enjoy!

Por que não registro?

novembro 27, 2009

Registros são falsos e ineficientes. Não existe a possibilidade de se falar exatamente sobre uma coisa, ou a descrição seria a própria coisa. É o que Peirce nos diz sobre a metáfora: se ela fosse perfeita, não seria uma metáfora. E Flusser, lindo como sempre, apóia tal raciocínio quando diz que a fotografia não é uma janela para o universo, mas uma interpretação de algo do universo. (Flusser, 1985)

Geralmente comete-se o equívoco de pensar na fotografia ou o vídeo como capturas da realidade. O que acontece, no entanto, é que eles têm o potencial de construir realidade, mas disso tratarei mais tarde, em outro texto. Atenho-me aqui ao equívoco de se pensar numa neutralidade do registro, numa captura do real. Toda imagem é uma construção parcial feita a partir de escolhas restritas às possibilidades aparelhísticas de quem imagina – entenda imaginar como construir imagens.

Desfeito o mito da imagem imparcial, posso dizer agora que o registro da dança é um falso registro. Meu foco não tem sido fotografia ou vídeo ou análise verbal de coreografia, logo não faz sentido que eu produza esse tipo de material. A coreografia se apresenta a partir do corpo humano. Vídeo não é coreografia e, portanto, ele não é o meio apropriado para que se apresente coreografia.

Proponho, portanto, um espaço livremente reflexivo para que questões pertinentemente verbais possam ser levantadas.